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O “Ativista da Estratégia” trata essencialmente da estratégia enquanto competência organizacional construída a partir da integração de diferentes “faces” que se complementam e possibilitam às organizações formularem e executarem com êxito visões, metas e objetivos de negócio. Abordando tanto o lado técnico como humano dos profissionais, chegamos às seguintes “faces” do ativista da estratégia:
Jogador de Xadrez: Integra o pensamento estratégico às ações, traçando cenários, antecipando o movimento da concorrência e formulando posições competitivas. Estrategista, visionário, busca compreender as regras do jogo, reforçando a importância de foco, das escolhas e de diferenciação.
Engenheiro: Decompõe a estratégia em partes para aprofundar o entendimento e as relações do todo de forma a viabilizar a estratégia através das ações. Através de uma estrutura lógico-quantitativa, procura integrar os diversos elementos e traduzir a estratégia em termos operacionais.
Arquiteto (integrador): Desenha e integra os sistemas de gestão nos vários níveis (estratégico, tático, operacional) e a estrutura organizacional, que possibilitem às organizações se adaptarem aos diferentes contextos.
Navegador: Está conectado com o contexto estratégico e faz a leitura contínua do ambiente externo e do desempenho empresarial, apoiando os gestores a tomarem as melhores decisões com recomendações e orientações que assegurem a manutenção da rota definida ou a mudança de rota, se necessário.
Educador: Atua como facilitador do aprendizado organizacional com a nova estratégia, do compartilhamento de ideias e práticas. Abre caminho através de um senso de missão e comprometimento com o destino definido pela organização, engajando as pessoas nesta direção.
Terapeuta (agente de mudança): Promove o ambiente, auxilia pessoas no seu desenvolvimento, questiona as relações e trabalha as condições necessárias para que as mudanças aconteçam. Estimula o diálogo, a reflexão e a quebra de modelos mentais (quando necessário).
Político: Trabalha os interesses e prioridades de diferentes partes, articulando, mobilizando e viabilizando junto a diferentes pessoas os meios para que as visões, objetivos, metas e ações aconteçam.
Empreendedor: Está em busca de oportunidades de negócio, empresariando ideias ou projetos que beneficiem clientes ou a sociedade como um todo (o empreendedor social). O empreendedor visualiza espaços de mercado normalmente não ocupados, idealizando formas de preencher este espaço e articulando os meios (pessoas, parceiros, recursos financeiros, infraestrutura) e trabalhando na implementação do novo “empreendimento”, sempre de forma inventiva, arrojada e persistente.
Designer: Ajuda a moldar futuros que façam sentido para as pessoas. O designer (ou “design thinker”, que é aquele que pensa e “opera” como um designer) essencialmente procura trabalhar o enfoque humano da experiência. O “design thinking” é uma alternativa ao pensamento convencional baseado na análise, em que se busca primeiro analisar todas as alternativas primeiro para depois escolher a melhor alternativa. O designer trabalha na criação (ou cocriação) de estratégias, processos, serviços, modelos de gestão que sejam válidos e para tanto realiza um trabalho exploratório que o leva, muitas vezes, a conceber soluções não conhecidas, daí a inovação! A face “designer” do ativista, também conhecida como “design estratégico” (o locus onde a estratégia/gestão se “choca” com o design) é considerada hoje um dos conceitos que mais irão influenciar as práticas de gestão das empresas na próxima década.
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